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Preparação digital ajudou empresas a se adaptarem à Covid-19

Na última quinta-feira, 6 de maio, a Economist Intelligence Unit (EIU) divulgou os resultados de um estudo aprofundado sobre como a relação entre tecnologia, negócios e pessoas evoluiu durante a pandemia de COVID-19. A EIU ouviu líderes empresariais de oito setores distintos sobre os desafios e oportunidades que a pandemia criou para as organizações e como as iniciativas digitais mudaram para o enfrentamento de uma nova realidade.

Em sua esmagadora maioria, os líderes empresariais citaram a preparação digital como a chave para sua capacidade de adaptação. A mudança maciça para o trabalho remoto também resultou em um maior foco no engajamento dos funcionários — tanto que tópicos de fortalecimento como desenvolvimento de competências, bem-estar e criação de benefícios duradouros para a sociedade em geral agora encabeçam a agenda de transformação de muitas organizações.

Encomendada pela Microsoft, a pesquisa busca liberar relatórios sobre o ano passado e focar no caminho a seguir. O estudo analisou especificamente as cadeias de suprimentos, o trabalho remoto, a análise preditiva, a tomada de decisões e a segurança e o bem-estar dos funcionários.

Os pesquisadores ligaram os pontos entre a maturidade digital das organizações e sua capacidade de resistir à ruptura sem precedentes, e encontraram uma forte correlação: Quanto mais as empresas estavam focadas na transformação digital, mais rápido conseguiram recuperar as operações e capacitar as pessoas para seguir em frente.

Foco nos funcionários e impactos sociais expressos em todos os níveis

O estudo mostrou um foco renovado de todos os setores em engajar e conectar as pessoas umas às outras, ao seu trabalho e a um senso de propósito compartilhado. A porcentagem de todos os entrevistados que mencionaram o engajamento dos funcionários como um imperativo da tecnologia aumentou de 24% antes da pandemia para 36% na era da COVID, com aumento de 10 ou mais pontos percentuais em manufatura, serviços financeiros, varejo e educação.

A preocupação com as pessoas e a sociedade também se manifestou de outras formas. A maioria das empresas afirmou que a pandemia destacou a necessidade de contribuir com mais vigor para obter resultados sociais — 75% disseram que a transformação digital deve ir além do sucesso empresarial e apoiar melhorias sociais, como a criação de uma força de trabalho mais inclusiva e acessível e a abordagem das pegadas de carbono e das mudanças climáticas.

Investimentos em tecnologia avançam em todo o mundo

As ferramentas digitais tornaram-se uma infraestrutura indispensável em todos os setores. Aquelas com pegadas digitais robustas revelaram mais agilidade em facilitar o trabalho remoto, apoiar funções distribuídas, recuperar cadeias de suprimentos interrompidas e negociar com os clientes de novas formas. No entanto, embora a transformação digital tenha possibilitado a continuidade dos negócios, o estudo também revelou lacunas de qualificação, privacidade, segurança e conformidade à medida que as organizações aplicam novas tecnologias.

Preparadas ou não, as organizações de todos os setores aceleraram suas iniciativas de transformação e passaram a depender muito mais das ferramentas digitais. Neste ponto, a tecnologia de nuvem ficou à frente: 50% das organizações afirmaram que ela desempenhou um papel crítico em suas operações na era da COVID. Em seguida, vêm as tecnologias que permitem o trabalho remoto (40%), inteligência artificial e machine learning (33%) e Internet das Coisas (31%).

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